Como está seu armazenamento hoje? Essa é a pergunta que te faço dessa vez, e se você é um usuário padrão do publico que atendo em lojas do dia-a-dia, ele deve estar cheio! Para aqueles que não sabem, armazenamento é o quanto de arquivos gerais você pode guardar no seu dispositivo.

Cada vez mais as pessoas têm problemas com ele, seja pela estagnação nos últimos anos nessa capacidade dos dispositivos ou pelo crescente aumento nas informações que carregamos e no peso das mesmas. Lembro-me facilmente de quando passei a usar o Facebook e como ele carregava de forma leve e rápida no então recém comprado notebook. Hoje em dia, ele carrega, mas o notebook já sofre para isso.

Culpa de quem?

Podemos apontar um culpado para esse problema? É um pouco difícil, pois cada um tem sua parcela de culpa. O maior talvez é a evolução natural da tecnologia e sua qualidade de forma geral. Hoje, todo mundo quer tirar fotos com mais qualidade, maiores – mesmo que as enviem apenas pra redes sociais – e filmar com resolução máxima. É incrível como um simples filme de celular de 5min, filmado em padrão FullHD, pode chegar a pesar 500mb ou mais, e fotos com resolução altas pesando quase ou mais de 5mb cada uma.

Outro forte culpado é o usuário e sua faminta vontade de guardar tudo, de acumular. Temos quase mil fotos no álbum de câmera do celular, mal as olhamos novamente depois de tiradas, mas quem diz que conseguimos excluí-las? Ou se você é apaixonado por música, precisa mesmo carregar seu celular lotado de dela?

Essa é uma mania natural do homem: querer guardar tudo sob o argumento de “eu tenho esse direito”. Sim, temos é claro, pagamos por ele! Mas como tudo na vida, sempre há um lado bom e ruim nisso. Portanto, se o usuário achar que tem necessidade de armazenar muito conteúdo, tem que aprender a conviver com as limitações, pois elas sempre existirão independentes do quanto de armazenamento você tiver em mãos.

O último culpado mas não menos importante são os fabricantes, é incrível como eles lutam em lançar dispositivos de até no máximo 16Gb e, quando não, os de 32Gb para cima tem preço alto demais. Alguns até tentaram, mas voltaram para trás, como no caso da LG e o Optimus G, que vinha de fábrica com 32Gb interno. Porém, nas próximas gerações a fabricante decidiu por manter apenas o de 16Gb no país.

Cloud Computing

A Cloud Computing (Computação nas Nuvens, ou apenas Nuvem, como é rotineiramente chamada) é a queridinha das marcas e dos servidores e uma das soluções para falta de espaço no seu device. Você paga um valor mensal e tem um espaço dedicado apenas a você no servidor de uma empresa. Acabou HD, acabou Pendrive, fica tudo la, online! Seria perfeito se não fosse esse online, afinal, depender de internet 24hras por dia no Brasil ainda é complicado. Porém, partindo da premissa de que Smartphone e Tablet nasceram pra ficar conectado 100% do tempo na internet, é meio que um caminho já traçado.

Um bom recurso desse armazenamento é estar sempre sincronizado. Você consegue acessar seus arquivos que estavam no notebook, direto da tela do celular e até alterá-los. É prático, simples e unifica seus arquivos, podendo trabalhar com eles em qualquer lugar, sem o risco de perdê-los, pois estão sempre salvos no servidor da empresa. Eu pessoalmente uso muito o serviço em nuvens, tanto no trabalho quando na vida pessoal e acho cada vez mais irá se tornar rotineiro, pois as marcas investem nisso.

Começou com a Samsung dando grátis 50Gb no Drop Box durante 2 anos quando se compra um aparelho da marca, depois veio a Motorola que oferece espaço semelhante no Google Drive, Nokia com o One Drive, Apple e o iCloud. Fora as marcas de aparelhos, as próprias donas de serviço na Nuvem estão melhorando seus valores mensais para usar o serviço pago. Google e Microsoft dispararam quedas nos preços tempos atrás, tudo isso para tornar mais interessante. Em minha opinião funciona, eu mesmo penso em comprar espaço no serviço da Google.

Streaming

O Streaming é a nova moda, um pouco mais recente do que a Nuvem e uma solução pra você que gosta de muito conteúdo multimídia mas não dispõe de bom armazenamento. Velho conhecido nosso, mas só agora seu nome ficou popular. Por exemplo, ao em vez de comprarmos filmes (sem ter onde guardá-los depois), ou baixá-los na internet (muita das vezes de forma ilegal), que tal pagarmos uma mensalidade para assistirmos online determinado acervo de vídeos, filmes, séries, novelas? A mensalidade geralmente é pequena se formos analisar o acervo à disposição.

O serviço existe aos montes: Netflix, Net Movies, TeleCine Play, Youtube. Nos últimos meses tivemos bons lançamentos no ramo musical: Spotify e Deezer, além de vários outros já conhecidos como o Rdio. Ou seja, opção de entretenimento não falta e olha que esses foram só alguns exemplos.

Expansão de Armazenamento

A memória externa é outra solução, mesmo que parcialmente. Já que os fabricantes mantêm a tradição dos 16Gb internos nos aparelhos high-end (top de linha), cabe ao usuário expandir naqueles que há essa opção. A quantidade ideal varia mais de acordo com seu bolso do que com sua necessidade, compre sempre o maior cartão que puder, essa é a regra – respeitando claro, os limites do aparelho.

O grande problema aqui são realmente os valores, em uma pesquisa rápida em um site de ofertas encontrei cartões MicroSD de 128GB (o maior disponível no mercado) custando de 300 a quase 1000 reais. Mesmo que analisemos o de 300 reais, é um investimento alto, até para aqueles que pagam mais de 2000 em um aparelho.

Suficiente ou não?!

Para finalizar, chegamos ao principal impasse: quanto é suficiente? Claro que para uns será mais e outros menos. Porém, para quem é um “hard-user” – aqueles que usam demais os aparelhos – nunca haverá um limite de fato. Sempre vão querer guardar de tudo, o quanto couber. Já para usuários mais comuns, que são aqueles que usam redes sociais, fotos, emails, pessoalmente acho que a faixa de 16Gb se bem administrado é suficiente. Lembrando que estou me embasando no que vejo de clientes que atendo no dia-a-dia, que variam bastante de perfil.